quinta-feira, 1 de novembro de 2007

A Companhia de Teatro Popular Cirandarte está de volta as ruas

Depois de dois anos fora do circuito artístico cênico, a Companhia de Teatro Popular Cirandarte, volta às ruas apresentando o projeto Em Dose Dupla. A companhia que já tem 10 anos de estrada, apresentará no Cruzeiro São Francisco entre os dias 09 de novembro a 15 de dezembro o espetáculo “Embuchou, Casou!”, nas sextas, e “Retalhos Populares”, aos sábados, ambos às 20h.
A peça “Embuchou, Casou!” narra às peripécias e dificuldades da migração de uma família nordestina para uma grande cidade do sul do Brasil. Tudo em apenas 35min de espetáculo, na qual os atores cantam e dançam, em ritmo nordestino. Já o espetáculo “Retalhos Populares”, vai contar um pouco da formação da população brasileira, com seus diversos personagens. O foco é mais voltado a população nordestina com sua manifestações folclóricas.
Ambos os espetáculo surge de uma produção autônoma da Companhia Cirandarte,que já tem um currículo artístico sedimentado no espaço cênico bahiano. Os espetáculos são todos elaborados para serem apresentados na rua, já que a proposta da companhia é fazer teatro popular de rua, ou seja, levar para o povo a cultura popular. Quem for assistir não terá que pagar nada, pois o espetáculo é de graça. Mas não se esqueçam de irem com o coração aberto para assistir os espetáculos e se puder materialize seus sentimentos com uma contribuição financeira simbólica.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Religião do candomblé ganha mais espaço em Salvador



“Terra de todos os santos”, de “todos os encantos”, a “terra do senhor do Bonfim”, onde, segundo o cantor Gerônimo, “todo mundo é de Oxum”. Essa é a cidade do São Salvador. Terreno onde os orixás fazem suas festas, através da sua união com os humanos, onde os turistas vêm de longe para conhecer uma das maiores representatividade da Bahia: a religião do candomblé.

É através dos terreiros que essa religião se faz presente. São 1.296 terreiros, desses 1.163 funcionando na capital. Os números foram encontrados numa pesquisa feita do Mapeamento dos Terreiros de Candomblé de Salvador, promovido pelas Secretárias Municipais de Habitação e de Reparação (SEMUR), em parceria com a Universidade Federal da Bahia (Ufba).

O estudo mostra que o número de terreiros em funcionamento cresceu 14,2%, em comparação com uma pesquisa realizada em 1983 pelo governo do Estado, quando foram identificados, em atividade na capital, 1.018 terreiros. Mas, segundo Zulu Araújo, presidente da Fundação Palmares, em entrevista dada ao site da Semur, mais de 80% dos terreiros de Candomblé não são registrados como Associação Civil Religiosa, a maioria também ocupa terrenos sem escritura. Ela conta também que só 8,5% dos terreiros são reconhecidos como entidades públicas. Os demais sofrem com a exclusão e não têm direito a ajudas governamentais.

A pesquisa vai ajudar também na adoção de políticas para o fortalecimento institucional e apoio técnico para as comunidades; reforma e manutenção dos terreiros ; programa de saúde da população negra; iluminação pública; regularização fundiária; segurança; entre outras. Pois, uma das principais atividades dos terreiros são com os serviços sociais prestados as comunidades.

O processo de mapeamento dos terreiros, indica que a religião do candomblé, gradativamente, vem sendo mais respeitada e também conseguindo conquistar o seu merecido espaço, em uma terra onde mais de 80% da população é negra. Para, Pedro Virginio, o representante da Federação Baiana de Culto Afro Brasileiro (Fenacab) esse mapeamento é uma forma de “reconhecer os anos que as pessoas de candomblé foram perseguidas e marginalizadas” e segundo ele “o crescimento é natural, pois, antes ninguém queria assumir a religião do candomblé. Hoje essa realidade mudou, as pessoas se sentem livres para colocar em prática sua missão.”


Mas para Maria Conceição Divino, abian do terreiro Ilê Axé Olô T’Ogum, “o aumento desses terreiros é bom, porém, é necessário que se tenha uma fiscalização mais séria do órgão responsável, para saber como anda o funcionamento dos terreiros, como está tratando os seus membros” .


Processo de registro dos terreiros - Antes os terreiros de candomblé para funcionarem eram registrados nas delegacias, “a policia registrava as casas, com os nome e endereço do pai de santo, e depois dava condições para os terreiros atuar”, diz Pedro Virginio da Fenacab.
Isso acontecia porque o candomblé tinha uma visão negativa, era considerada a religião da feitiçaria, a que fazia mal. Atualmente, ou melhor, desde 1946, os terreiros para serem registrados precisam ser cadastrados na Fenacab. Mas antes o processo de registro começa dentro do próprio terreiro, através da autorização do pai ou mãe de santo ( sacerdotes). Ou seja, o processo é espiritual e depois parte para o material. Para isso, segundo Pedro, é necessário 21 anos de obrigações ( trabalhos espirituais dentro do candomblé) e também da autorização do orixá do filho de santo.
Depois disso, esse filho de santo recebe o decá ( certificado). A Federação passou a existir com o objetivo de está fiscalizando esses terreiros e suas atividades e também para poder colocar em prática as atividades de forma regulamentada e dentro da lei.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

A Comida de Nzinga reestréia em Salvador

A Companhia de Theatro Axé do XVIII traz, novamente aos palcos de Salvador, o espetáculo "A Comida de Nzinga", que ficará em cartaz no Teatro do Sesc/Senac - Pelourinho, nos dias 19, 20,26 e 27 deste mês, às 20 h. Ingressos no valor de R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia).
Com direção de Rita Assemany, a peça conta um pouco da história da rainha Nzinga de Matamba, que entre os anos de 1624 e 1663 reinou sobre o Ndongo e Matamba, atual região da República de Angola. Nzinga foi uma grande líder, diplomata habilidosa (que sabia falar português e, assim, negociar diretamente com os portugueses). Ela também era uma exímia estrategista militar, que lutou à frente de exércitos angolanos e holandeses - a quem se associou para impedir o avanço dos portugueses em seu reino.

Para contar essa história, Companhia Axé do XVIII sobem aos palcos, com texto de Aninha Franco e Marcos Dias, a assistência de direção de Diogo Lopes Filho, a direção musical e trilha original de Bira Reis, cenografia de Hamilton Alves e figurino de Miguel Carvalho.

A Comida de Nzinga é a terceira produção da Companhia Axé do XVIII, a primeira fixa do Theatro XVIII. Em cena, estão 13 atores, que narram a história dessa grande guerreira africana, Nzinga Mbandi.

SERVIÇO

Onde: Teatro Sesc (Pelourinho)
Quando: 19, 20,26 e 27 de outubro
Horário: 20 h
Preço: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)
Contato: (71) 3243-7353

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

II Conferência Municipal de Cultura reúne comunidades para discutir melhoria dos bairros


Nos dias 15 e 16 de outubro a Fundação Gregório de Mattos, estará realizando a II Conferencia Municipal de Cultura. O Objetivo do evento é reunir as comunidades para discutir políticas públicas para os bairros de Salvador. A Conferência será aberta às 8h30, no Centro de Cultura da Câmara Municipal e Fundação Pedro Calmon, localizada no final de linha da Praça da Sé.Os temas a serem discutidos são: a cultura que existe no local; as transformações que se deseja implementar; os caminhos e meios de alcançar tais transformações. A intenção segundo a Fundação é contribuir para o crescimento dos bairros periféricos, que estão ausentes de políticas sociais, com fins de valorização e melhoria da comunidade.


Segundo o site da Secretária de Cultura a primeira conferência, realizada ano passado, reuniu 255 líderes culturais e a expectativa é que este número triplique nesta segunda edição. Segundo o presidente da FGM, professor Paulo Costa Lima, além de aprofundar as questões debatidas no primeiro encontro, a II Conferência Municipal de Cultura irá eleger os delegados para a Conferência Estadual, a ser realizada entre os dias 25 e 28 deste mês, em Feira de Santana.


As comunidades que desejarem participar podem entrar em contato com a FGM através do telefone 3322-1486 ou mandar uma mensagem para o e-mail fatimafroes@salvador.ba.gov.br.

Veja a programação da Conferencia no site:

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Jornada Internacional de Cinema Baiano em sua 34º edição


De 12 a 18 de setembro Salvador recebeu pela 34º a Jornada Internacional de Cinema Baiano. As atividades foram realizadas em vários pontos do território soteropolitano, dentre eles o Cinema do Museu, Sala Walter Silveira, Sala Alexandre Robatto, entre outros. Segundo o site da Jornada a Comissão de Seleção avaliou durante sete dias as produções inscritas que disputaram 17 categorias de prêmios, entre eles o prêmio de Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Roteiro e também os importantes prêmios em dinheiro como o de Glauber Rocha e Walter da Silveira.
O site informa que mais de 12 países encaminharam suas produções, a exemplo da Espanha, Argentina, Estados Unidos, Venezuela e Chile. Os filmes espanhóis lideraram a lista com quase 100 inscrições. No Brasil, o Rio de Janeiro e São Paulo são os primeiros do ranking. Já a Bahia teve 28 inscritos entre filmes e vídeos. Apesar de muitos estados já participarem do evento há anos, como Pernambuco e Minas Gerais, esta edição trouxe alguns estreantes, a exemplo de Tocantins e Rio Grande do Norte.
Segundo o diretor do evento,Guido Araújo, em entrevista no cineinsite, a Jornada teve pouco investimento financeiro, ou seja, houve uma significativa redução de verbas. Para ele o dinheiro recebido da Petrobrás e do Ministério da Cultura e Governo do Estado, "não deu nem para fazer o coquetel de abertura". Tudo foi muito precário e simples.
Mas evento como esse, com uma história de 30 anos, mesmo com todas as problemáticas, não deixa de ter o seu brilho e vigor. E essas características vêm de pessoas que, há muitos anos, lutaram para edificar a proposta da Jornada.
Segundo o artigo científico Jornada Internacional de Cinema da Bahia: espaço de reflexão e resistência (1972-1975), de Izabel de Fátima Cruz Melo, a I Jornada Baiana de Curta Metragem surgiu em janeiro de 1972, em pleno governo Médici e vigência do AI-5. O objetivo primordial da Jornada era discutir e criar diretrizes para o desenvolvimento do cinema baiano, especialmente de curta-metragem, por isto era uma jornada baiana, com somente 6 filmes inscritos, mas que já contou com os simpósios e seminários de discussão.

Devido a boa aceitação pelos cineastas, realizadores e cineclubistas, a II Jornada de Cinema, passa a ser a II Jornada Nordestina de Curta Metragem, que com o intermédio de Roland Schaffner foi abrigada no ICBA -Instituo Cultural Brasil/Alemanha - também conhecido como Instituto Goethe. Na II Jornada, realizada em setembro de 1973, admitiu-se a participação de cineastas de todas as regiões do país, desde que os temas dos filmes fossem nordestinos. A III Jornada, que passa a ser brasileira, oficializa o caráter nacional do evento, que mesmo sendo nordestino, já contava com a participação de cineastas de diversos estados. A IV Jornada continuou a ser brasileira, mas trouxe mudanças significativas na sua organização, devido ao seu crescimento. Por isso, este evento passou a ser realizado em duas etapas.
Hoje a Jornada Baiana, que tem um público fiel, em sua 34º edição, vive em função de não deixar o cinema brasileiro desaparecer. Fortalecendo a cada evento a cultura cinematográfica das regiões brasileiras. Fica claro então, que a Jornada tem o papel de difusor da cultura e também é um meio de exposição das experiências e criatividades humanas.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

SERTÕES NA BAHIA


Nos dias 05, 06, 07, 08 e 09 de setembro Salvador recebeu no Museu do Ritmo, antigo Mercado do Ouro, no Comercio, o espetáculo “Os Sertões”, dirigida por Zé Celso Martinez, diretor do grupo Oficina, do Teatro Oficina de São Paulo. A peça é uma montagem baseada no livro de Euclides da Cunha. Segundo o site da Secretaria da Cultura, o espetáculo teve 70 profissionais envolvidos, entre eles 47 atores (adultos e criança). Os Sertões acontece em cinco episódios:1°) A Terra, que conta sobre a parte geográfica e física do sertão brasileiro; 2º) O Homem 1, que conta a formação do homem brasileiro até chegar à descrição do sertanejo; 3º) Homem 2, narra a transformação de Antônio Maciel em Antônio Conselheiro, 4º) Luta 1, relata a primeira expedição que foram para atacar Canudos e 5º) Luta 2, que é o desfecho com cenas dos primeiros capítulos do livro projetadas em telões, captadas por câmeras, que transpõem para o palco a obra literária completa de Euclides da Cunha. O total foram 26 horas de espetáculo, cada dia com em média, de 5 a 6 horas de duração.
No segundo dia ( 06 de setembro), que começou as 8h e terminou 1h da manhã, contou a construção, ou melhor, o surgimento do homem brasileiro. O inicio do espetáculo foi com uma ciranda feita pelos atores com o público. O que permitiu uma interatividade entre o espectador e os intérpretes, fazendo com que a platéia se sentisse parte do espetáculo. A peça, para quem não tem o hábito de ir ao teatro, chocou pelo o excesso de nudez que teve do inicio ao fim do espetáculo. Mas o nu não era simplesmente um nu, mas sim com sentido de resgatar as características dos seres que fizeram parte da construção do povo brasileiro (índio e o negro). Teve vários momentos no corpo da peca de interatividade, o que não permitia que o público ficasse exausto.
A todo decorrer do espetáculo o que pode ser notado é a presença explícita das manifestações dionisíacas. A todo o momento o culto, as festas, celebrações, orgias, que antes era associada ao Deus Dionísio, eram representados na peça. Por isso, quem foi assistir, também teve o privilegio de fazer parte desse bacanal da alegria. Tudo, mas tudo mesmo sem pudores e nem preconceitos, liberdade total.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Cadeira da Salvação




Há algum tempo venho pensando em tirar minha carteira de motorista, fiz as provas e acabei perdendo duas vezes na prova prática. Todo esse esforço é porque não agüentava mais ter que pegar ônibus cheio ou ficar morfando (virando informante de ponto; deteriorizando; enchendo, após uma hora de espera, a cabeça de muitos xingamentos...) no ponto de ônibus. Mas andei pensando sobre o que é realmente pegar ônibus e descobrir que estar dentro dele muitas vezes é insuportável, mas também pode ser bastante interessante.
Digo isso, porque nas minhas grandes aventuras (aventura porque quem pega ônibus é um aventureiro sem opção!) de pegar ônibus todos os dias vejo grandes pequenas cenas. O buzu, como é popularmente conhecido, vira “o lugar onde se vê”, ou melhor, um teatro. Transforma-se no palco das multi cenas. Mas entre muitas que acontecem, existe uma que é a minha preferida e a qual acho a mais conflitante. Narrarei a seguir.
Quem acorda bem cedo e pega o buzu de manhã para ir cumprir os seus compromissos diários, sabe o que é pegar um ônibus (ou buzu como achar melhor, sinta-se a vontade!) lotado. Claro que há alguns privilegiados que pegam o coletivo vazio (Oh ! Desculpe! Quis dizer buzu vazio.), esses são aqueles que moram em bairros onde a grande maioria tem carro. Dentro desses ônibus lotados acontecem implacáveis lutas para quem vai sentar na cadeira, mas é na cadeira que ficou vazia dentro de um ônibus com muita gente em pé. E é exatamente essa cena a qual acho maravilhosa, entre muitas outras interessantes, é claro!
È mais ou menos assim: Todos estão em pé, esmagando-se como sardinhas dentro da lata. Uns sentem frio, alguns calor. Outros respiram, várias vezes, fundo para ver se a paciência não vai embora. E aqueles que com olhos de detetive procuram entre os sortudos que estão sentados quem vai soltar mais rápido. E olhe há bons detetives, viu? Entre sufoco e mais sufoco, apertos e empurrões, eis que surge uma cadeira vazia, não importa se é no corredor ou na janela, é a cadeira sonhada por muitos dentro do ônibus. Alguns começam a se entreolharem, mas tudo isso discretamente, fingindo que não está se importando com a cadeira da salvação, querendo mostrar que adora viajar horas e mais horas em pé. E os olhares continuam, mas começa as movimentações em direção a cadeira e aos poucos vai aumentando... aumentando... Foi um, foi dois... E de repente uma das pessoas chega perto da cadeira, com a certeza que o seu sofrimento iria acabar. Coloca um braço na cadeira para demarcar território e... Uma outra pessoa, que ninguém sabe de onde surgiu, mais ágil e astuciosa, toma a frente e senta no lugar tão desejado.
Não podemos crucificar ela, pois, nesse mundo quem não é esperto dança e principalmente quando se trata de uma cadeira vazia dentro do buzu lotado, aí a esperteza tem que predominar, até porque “vale tudo” para não ficar em pé. Mas o espetáculo ainda não foi finalizado. Após ter conseguido sentar na cadeira, se a pessoa estava com a fisionomia de um bicho com fome, agora tudo mudou. Depois de ter sentado, a alegria toma conta da sua alma. E isso fica explicito, pois, o lábio serrado foi substituído por um sorriso, os olhos enfurecidos deixam luzir um brilho.
Olha tudo isso é verdade! Mas verdade para aqueles que pegam todos os dias seu buzu lotado e acaba tendo que ir em pé. Para aqueles que vivem no mundo dos automóveis particulares, desculpe, essa situação lhe és totalmente indiferente. Mas finalizo minhas observações fazendo um convite: aqueles que desconhecem o universo dos buzus lotados tentem pegar um algum dia pegar. Porém, não pode ser uma ou duas vezes, para poder perceber e descobrir o mundo cênico dos ônibus. Tem que viver, tem que observar, tem que viajar.

Peça Cuida Bem de Mim se apresenta no TCA

Dando continuação ao projeto Domingo no TCA, a peça Cuida Bem de Mim, do grupo de Teatro do Liceu de Artes e Ofícios estará em cartaz no Teatro CastroAlves neste domingo, dia 26, as 10h, ingressos R$ 1. A peça conta a história de uma escola pública que enfrenta a violência em todas as suas dimensões. Manifestada por meio do conflito de dois grupos rivais, que transformam a sala de aula em verdadeiro campo de batalha, aos poucos os personagens vão se reconhecendo como agentes e objetos do processo de destruição em curso, e iniciam o caminho de reconstrução de suas vidas e do ambiente escolar onde estudam – e afinal reconhecem: "A força que se tem para destruir, é a mesma que se tem para reconstruir".




É mais um domingo que a população vai poder prestigiar algumas peças baianas e por um ótimo preço. A peça faz parte do projeto Domingo no TCA, uma programação que comemora os 40 anos de inauguração doTeatro Castro Alves, que tem como objetivo, segundo o site Fundação Cultural da Bahia, , oferecer ao público baiano mais uma oportunidade de assistir a espetáculos diversificados de boa qualidade, em dia e horário alternativos, e com ingressos a preços apenas simbólicos. O programa é uma promoção conjunta da Secretária de Cultura e da Fundação Cultural.

Muitas peças já passaram por esse projeto e agora é a vez da peça Cuida Bem de Mim, que tem 1 hora e 30 min de duração, está no palco mais cobiçados de Salvador ou da Bahia. Não percam !!!É apresentação única. A classificação do espetáculo é de 12 anos.

Agosto: mês da cultura popular, mês da capoeira


Mês de agosto é o mês de vários gostos. Mês da fotografia... Mês da Cultura Popular!!! Esse é o mês no qual Salvador respira o popular, respira a cultura, respira a cultura popular. É o momento que a população pode ver “o que é que a Bahia tem”. A cultura popular, é a cultura mais sublime e pura que existe, pois é feita pelo povo a partir da vivencias empíricas de suas respectivas regiões . E é nesse mês considerado o mês do desgosto, que Salvador tem o gosto de mostrar as diferentes culturas da Bahia. E local escolhido para essa pluralidade cultural não podia ser outro que não fosse o Pelourinho ou o Pelô.
Entre todas essas manifestações, existe uma que Salvador conhece bem e que podemos encontrar em diversos cantos da cidade. É a capoeira. Que também ganha uma espaço especial nesse mês, pois, a Secretaria de Cultura lançou o Festival Internacional da Arte Capoeira, que começou no dia 20 de agosto e vai até o dia 26. O evento faz parte do Programa Culturas Populares da Bahia, elaborado pela Secult em conjunto com a Fundação Cultural da Bahia.

Segundo o site G1 da globo notícias, o Festival está reunindo representantes de 36 países e terá oficinas de luta e percussão, com apresentações de jogos, exibições de filmes, aulas abertas e show de capoeira com os grandes campeões mundiais.


Veja a programação para os próximos dias:

Quinta-feira - 23/08


10h - Curso de capoeira com os professores da AbadáLocal: Forte da Capoeira Santo Antônio Além do Carmo

Oficina de BerimbauOficina de Percussão com Mestre GibaLocal: Praças do Pelourinho


12h - Almoço


14h - Curso de capoeira com os mestres e mestrandos da AbadáLocal: Forte da Capoeira Santo Antônio Além do Carmo


15h30 - Intervalo


16h - Curso de capoeira com os mestres e mestrandos da AbadáLocal: Forte da Capoeira Santo Antônio Além do Carmo

Oficina Samba de Roda com Nalvinha MachadoOficina de Jongo com Professor BarbaroLocal: Praças do Pelourinho
17h30 - Intervalo


18h - Curso de capoeira com os mestres e mestrandos da AbadáLocal: Forte da Capoeira Santo Antônio Além do Carmo


19h45 - Intervalo


20h - VI Jogos Mundiais de Capoeira - “Peneirão”- RodasLocal: Ginásio Antônio Balbino


20h - Mesa Redonda: Capoeira no Mundo, com: Grão-Mestre Camisa Roxa, Mestranda Márcia Cigarra,Mestre Acordeón, Mestre Jelon, Mestranda Edna Lima e professores do exterior. Mediador: Bernardo Conde
Lançamento do CD “Homenagem a Mestre Bimba e Mestre Pastinha”Exibição da Velha Guarda da Capoeira Reginal e da Capoeira AngolaExibição do filme: “Mudança do Clima, Mudanças de Vida” do Greenpeace. Como o aquecimento global já afeta o Brasil.Local: Forte da Capoeira Santo Antônio Além do Carmo


Sexta-feira - 24/08
8h - Caminhada da Lapinha ao Terreiro de Jesus, na Academia de Mestre Bimba


12h - Almoço


14h - VI Jogos Mundiais de Capoeira - EliminatóriasLocal: Ginásio Antônio Balbino

Sábado - 25/08 9h -

Batizado, Troca de Cordas e FormaturaShow da Velha Guarda da Bahia, Capoeira Ecológica

12 - Almoço


14h - VI Jogos Mundiais de Capoeira

Festival FolclóricoShows: Capoeira Especial e Orquestra de BerimbausLocal: Ginásio Antônio Balbino


Domingo - 26/08


Aulão na praia do Farol da BarraShow de capoeira com os campeões mundiaisCampanha contra o Aquecimento Global
Encerramento do Festival Internacional da Arte CapoeiraLocal: Av. Oceânica - Farol da Barra